Elvas islâmica

No séc. XI, Ialbax era já uma agloremado populacional importante, na esfera de Batalyaws. Beneficiava não só desta cercania, mas também de estar situada numa posição estratégica junto a uma rede viária ainda romana que ligava entre outras as povoações de al-Qasr (Alcácer do Sal), Chantirein (Santarém) e Ushbûna (Lisboa) a Batalyaws e de um local ideal no topo de uma colina. Por todos esses motivos a povoação ia crescendo em tamanho e em termos populacionais e no século seguinte havia que construir outra muralha que abraçasse todo o casario que foi nascendo já fora da cerca primitiva.

A nova cerca foi construída com diversas portas de entrada, das quais apenas conhecemos parte. A segunda muralha islâmica seria diversas vezes alterada durante os vários séculos no que diz respeito às suas entradas. No entanto, como portas ainda construídas durante o período islâmico identificam-se a Porta dos Banhos ou Porta Ferrada , junto à actual igreja de São Pedro, a Porta do Bispo e a Porta de São Martinho.

Das suas construções há a salientar, para além das novas muralhas atrás abordadas, o seu castelo, a cisterna árabe e pelo menos uma mesquita.

É esta medina que tentará ser conquistada pelos reis cristãos a partir do séc. XII. D. Afonso Henriques terá entrado em Elvas mas a cidade seria reconquistada pelos mouros pouco tempo depois.

Em 1226, já com D. Sancho II o cerco e a chacina voltam a ser infrutíferos. É em 1229 que os seus homens conseguem finalmente conquistar a fortaleza, talvez já com menos militares a defendê-la.

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