O Dia Internacional dos Museus vai ser assinalado pelo Museu de Arte Contemporânea de Elvas, já a partir desta segunda-feira 18, data em que se comemora, com duas atividades.

Como a data, devido à situação atual do país, não pode ser celebrada no Museu de Arte Contemporânea de Elvas, vai ser comemorada a partir dele, com a iniciativa re-criARTE e a Peça do Mês, do Museu de Arte Contemporânea de Elvas_Coleção António Cachola, no edifício dos Paços do Concelho.

A re-criARTE lança o desafio a todos, para que neste dia descubra o  o artista que tem dentro… dentro de casa! Com objetos do dia-a-dia, o desafio é, mensalmente, recriar as obras de arte de vários artistas portugueses que integram a Coleção António Cachola em depósito no Museu de Arte Contemporânea de Elvas. Inspire-se, crie e partilhe connosco!

Para este trabalho pode utilizar os meios, suportes, técnicas e materiais (desde pintura, desenho, fotografia, vídeo ou escrita…) que desejar e no mês seguinte serão publicadas no site do Município de Elvas. Para submeter o registo deve enviar email para servicoeducativo.mace@cm-elvas.pt

A inspiração de maio é a peça Donkey ears (2016), de Belén Uriel, feita em tela, acetato de vinyl e gesso; papier-mâché, cartão e arame metálico, e que pode ser recriada recorrendo a um cesto e pano. Orelhas de burro é a tradução do título desta obra que lhe propomos re-criar. Uma produção contextualizada, como se de uma tela ou uma escultura se tratasse. Pode criar um diálogo entre o título e a peça, o material da sua constituição e os objetos propostos.

A artista Belén Uriel (1974), vive e trabalha entre Lisboa e Londres, foi premiada com o Programa de Apoio às Artes Visuais da Fundação Calouste Gulbenkian; com o The Art and Research Montehermoso, da Montehermoso Contemporary Art Centre; com a 6th Edition of the MUSAC Artistic Creation Grants MUSAC, e com o Matadero Contemporary Art Creation Grants, Matadero.

A Peça do Mês do Museu de Arte Contemporânea de Elvas – Coleção António Cachola

mês de maio
autoria de Xana
Sem Título, 1997
em Acrílico sobre madeira

XANA, nasceu em Lisboa, em 1959, e vive e trabalha em Lagos. É licenciado em Artes Plásticas pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa (1984). Juntamente com Ivo, Manuel Vieira, Pedro Proença e Pedro Portugal, funda o grupo Homeostética, na década de 1980. “From Crocodile Island, objectos”, na Galeria Diferença, em Lisboa, em 1985, foi a sua primeira exposição individual. Em 2005, a Culturgest organiza a sua exposição antológica “Arte Opaca e outros fantasmas” e, em 2012, realizou para o Museu do Chiado a instalação Nova Assembleia e outras próteses.

Do seu percurso, destacam-se as suas participações na Lis’81 – Exposição Internacional de Desenho; a representação portuguesa na 42º Bienal de Veneza (1986); a representação portuguesa na Trienal da Índia (1986); na Lisboa’94 – Capital Europeia da Cultura (1994). Ao longo do seu percurso tem mostrado o seu trabalho em várias galerias e instituições – Galeria André Viana, no Porto; Galeria Valentim de Carvalho, em Lisboa; Galeria Cesar, em Lisboa; Museu da Electricidade, em Lisboa; Teatro Taborda, em Lisboa. Realizou, ainda, diversas instalações e intervenções efémeras e permanentes em espaços públicos e várias cenografias e figurinos, das quais se destaca a realizada para Diving, com coreografia de Rui Horta para o S.O.A.P. Dance Theatre Frankfurt. As suas obras estão representadas nas coleções Caixa Geral de Depósitos, Centro Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, Museu de Serralves, Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, entre outras.