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Percursos Turísticos (Cidade)
Praça
25 Abril
Entrada do centro histórico pelo viaduto. Tem ao centro fonte do
séc. XVII inicialmente estava no Largo da Misericórdia. Chamou-se
Largo do Chafariz de Fora, Praça Fontes Pereira de Mello, Praça
Salazar.
Av. Garcia da Orta
Recebeu o nome em honra do famoso naturalista que nasceu na cidade.
Antes era simplesmente chamado de Muralha do Assento.
Portas de Olivença
Fazem parte da muralha seiscentista. O nome indica a direcção do
caminho para Olivença. Actualmente existem ainda as Portas de São
Vicente e da Esquina.
Rua de Olivença
A rua é assim conhecida desde a construção da muralha fernandina. Ao
fundo ficava a Porta de Olivença (destruída em grande parte no séc.
XVII). Actualmente existe a Porta de Olivença da muralha
seiscentista. Conhecida em 1543 como a melhor rua d’Elvas pelo
viajante arcebispo de Lisboa D. Fernando de Menezes.
Rua da Carreira
O topónimo Carreira remonta a finais do séc. XV como Carreiras dos
Cavallos. Nesta rua faziam-se corridas e respectivas apostas dos
cavaleiros da cidade quando ainda era um pequeno largo. No início do
séc. XX foi chamada Rua da Princeza D. Amélia em homenagem a esta
quando visitou a cidade. Aqui se situava a Igreja de Nossa Senhora
dos Bem Casados (actual Banco Nacional Ultramarino).
Praça
da Republica
É o centro de todo o centro histórico elvense. Nela se encontram a
Igreja de Nossa Senhora da Assunção (antiga Sé), casas apalaçadas
com vários séculos de existência. Quando foi elevada a cidade no
reinado de D. Manuel I, muitas obras se efectuaram, levando a cidade
a sede de bispado e a ser considerada a quarta maior cidade do país
no final do séc. XVI. Uma das obras efectuadas foi a abertura da
Praça Nova depois da construção da Sé. A partir daí a Praça Nova
ganha importância e passa a ser o centro de vida da cidade. Em 1886
passa a chamar-se Praça do Príncipe D. Carlos e em 1910 passa a
Praça da Republica e é hoje um local de passagem obrigatória para o
turista.
Rua dos Quartéis
Rua aberta em 1580 para a entrada de D. Filipe I de Portugal que
ficaria a viver em Elvas alguns meses, tendo então o nome de Rua
Nova de São Martinho, nome que lhe foi mudado para Rua Nova do
Castelo, por conduzir ao castelo. Em 1655 e 1656 são aí construídos
vários quartéis para albergar os milhares de soldados que já se
encontravam na cidade. É então que adquire o nome actual. Os
quartéis foram demolidos por se encontrarem devolutos e em total
ruína há cerca de 100 anos.
Portas da Esquina
Fazem parte da muralha seiscentista. Também designada Porta da
Conceição (por cima situa-se a Capelinha de Nossa Senhora da
Conceição) e antigamente Porta dos Enforcados.
Santuário do Senhor Jesus da Piedade
É o centro de uma das maiores romarias do Alentejo, a Feira de São
Mateus (entre 20 e 30 Setembro). Erguido em 1737. Conta a lenda que
em 1736, o Padre Manuel Antunes pároco de Elvas quando passeava de
mula por ali caiu duas vezes ficando bastante abalado. Com
dificuldade dirigiu-se a um Cruzeiro de madeira que aí havia no
sítio da Saúde (local onde antes morrera o lavrador da Torre das
Arcas). Na sua oração, fez a promessa de aí mandar rezar uma missa e
pintar a cruz. A promessa foi cumprida após as suas melhoras. Um ano
depois no dia de Reis e já com muita gente a assistir recolocou-se a
cruz começando o sítio a ser invocação do Senhor Jesus da Piedade.
Aumentando a devoção popular construiu-se um nicho para a imagem e
mais tarde uma ermida. Organizadas festas e romarias houve
necessidade de um templo maior (o actual).
Forte
de Santa Luzia
Situado na parte sul da praça de Elvas, a cerca de 400 metros da
Porta de Olivença onde existia uma ermida de Santa Luzia. Começou a
ser construído em 1641 e foi concluído em 1687. O forte forma um
quadrado de 150 metros e é constituído por diversos baluartes,
revelins, coroas e outras obras militares. Ao centro tem um fortim
do qual se eleva a casa do governador. A porta principal para o
segundo plano da fortaleza é bem característica do séc. XVIII
passando-se por uma porta levadiça. Sobre a porta encontra-se uma
lápide onde se sobrepõe o escudo das armas portuguesas. Tal como o
Forte da Graça e os restantes
fortins o forte fazia parte da estrutura defensiva da cidade.
Forte da Graça
No alto do monte onde, desde 1482 existiu uma ermida de Nossa
Senhora da Graça, fundada pela bisavó de Vasco da Gama, foi
considerado fundamental para que se fechasse o circuito defensivo da
praça de Elvas. O próprio conde Lippe se encarregou de conceber o
forte que começou a ser construído em 1763. A eficácia deste forte,
que comportava cerca de 80 bocas de fogo e que era considerado
inexpugnável, requeria, para sua defesa 1000 a 1200 soldados de
infantaria, 200 artilheiros e 100 mineiros. Poços a circundar a
fortificação e galerias subterrâneas, conduzindo algumas para fora
da fortaleza, são alguns dos elementos com que estão dotados os
complexos sistemas de defesa que foram concebidos e se encontram no
Forte de Lippe. É na realidade uma obra-prima, considerado um
expoente máximo da arquitectura militar do séc. XVIII. Chegou a
afirmar-se que a arte de fortificar se esgotou aqui completamente.
Padrão da Batalha das Linhas de Elvas
No séc. XVII, Elvas vai ser mais uma vez local de confrontos entre
Espanha e Portugal. Depois de ganha a Restauração em 1640, o nosso
país esperava uma invasão castelhana. A nova Elvas fortificada
estava agora preparada para a guerra. Em 1657 o exército inimigo faz
perdas consideráveis aos habitantes de Elvas, Vila Viçosa e
Monsaraz. Depois de várias investidas em Badajoz o exército
português é obrigado a retirar. A 22 de Outubro de 1658 Elvas está
sitiada por D. Luiz de Haro. André de Albuquerque e Affonso Furtado
dirigem-se para Estremoz para organizar um exército de socorro. A
fome e o desespero invadiam a população, os feridos eram aos
milhares. O cerco continuava. No dia 11 de Janeiro de 1659 sai de
Estremoz o reforço à praça elvense, composto por 8 000 infantes
divididos em 16 esquadrões, comandados pelos generais de cavalaria
André de Albuquerque e de Infantaria Rodrigo de Castro e o Conde
Mesquitela. Na manhã de 14 de Janeiro de 1659 a batalha começa, a
luta durou muitas horas até serem cortadas as linhas e derrotado o
inimigo. A vitória portuguesa impediu o avanço das tropas espanholas
pelo território português. No local da Batalha das Linhas de Elvas
foi erguido de seguida, ainda em 1659, um padrão em honra aos que
nela combateram e morreram.
Aqueduto
O Aqueduto da Amoreira aparece-nos sempre, em parceria com as
fortificações, como o grande símbolo de Elvas. A sua construção
deveu-se aos problemas de abastecimento de água que a cidade há
muito padecia. É uma obra com 7054 metros da amoreira até à muralha,
percorre depois 450 metros até à fonte da vila, no Largo da
Misericórdia onde a água jorrou pela primeira vez em 1622. Os 1113
metros que leva a percorrer o vale de S. Francisco são efectivamente
de grande beleza. Quatro ordens de arcos com 31 metros de altura,
suportados por contrafortes e gigantes de várias formas. Chega a ter
galerias subterrâneas a passar pelos 6 metros de profundidade. Tem
em todo o seu percurso 843 arcos. A seguir a Francisco de Arruda a
direcção das obras passou por Afonso Álvares, Diogo Marques e Pêro
Vaz Pereira. Foi uma obra onerosa e demorada. Desde o “real d’água”
até à multa de 10 cruzados para quem faltasse à procissão do Corpo
de Deus, tudo revertia para a obra.Os elvenses tudo fizeram para a
concluir.
Largo da Misericórdia
Nela se situa a Igreja da Misericórdia e parte do prédio da Santa
Casa da Misericórdia de Elvas com cerca de 500 anos, tal como um
passo dos cinco existentes na cidade. Daqui foi retirada a Fonte Da
Misericórdia hoje existente na Praça 25 de Abril. O nome provém da
Santa Casa da Misericórdia aí existente desde o séc. XVI. Também se
chamou Largo de António José de Carvalho.
Rua de São Francisco
Assim chamada por que ao fundo da rua havia na fortificação
fernandina a Porta de São Francisco e uma pequena ermida com a
imagem deste santo. Chamou-se Rua da Corredoura, Rua do Bom Sangue,
Rua da Porta do Bispo, Rua João Fangueiro, Rua dos Fangueiros, Rua
André Lopes Garro, Rua de António Valladares ou Rua de Francisco
Zagallo.
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