Vídeos

Investir em Elvas

Património Mundial

Eurocidade Badajoz-Elvas

Patrim. Cultural/Imaterial

Eventos

Seg. Jul. 03 | horas: 08:00 - 05:00PM
Inscrições Universidade Sénior
Ter. Jul. 04 | horas: 14:00 - 04:00PM
Ateliês de Verão na Biblioteca Municipal de Elvas
Qui. Jul. 06 | horas: 07:00 - 05:00PM
Viagens à Praia da Comporta
Qua. Jul. 12 | horas: 21:00 - 11:00PM
Ciclo de Concertos Património Acústico
Sáb. Jul. 15 | horas: 18:00 - 09:30PM
Laboratórios Gastronomia Festival Sete Sóis Sete Luas
Sáb. Jul. 15 | horas: 22:00 - 11:55PM
XXV Festival Sete Sóis Sete Luas Elvas
Ter. Jul. 18 | horas: 08:30 - 02:30PM
Bolsas de Estudo Secundário
Qua. Jul. 19 | horas: 14:30 - 04:00PM
Ateliês de Férias de Verão MACE
Sáb. Ago. 19 | horas: 10:00 - 05:00PM
VI Maratona Fotográfica de Elvas

ver mais [+]

Area Informativa

phone
Apoio ao Munícipe
800 207 969
 
Files-Upload-File-icon
Sugestões para:
Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Farmácias de Serviço

Plano Adopção de Animais


História

Os primórdios da história e a civilização romana

A história do local onde se viria a erguer a cidade de Elvas começa no período designado por Idade do Ferro. No entanto, a história desta região tem o seu princípio muito antes de surgir essa primeira fortaleza do Ferro. Dada a fertilidade dos campos deste local, cedo se estabeleceram aqui as primeiras populações e claro está, deixaram o seu rasto no magnífico património megalítico que polvilha as herdades do concelho de Elvas. Há que recuar até ao período do Neo-Calcolítico, mais ou menos entre o 4000 a. C. e 1800 a. C. para começar a contar esta história, embora haja também diversos vestígios do Paleolítico como é o caso da jazida das Caldeiras. É no entanto no período do Neo-Calcolítico que surgem os primeiros marcos arquitectónicos construídos pelo Homem: as antas. Actualmente existem 22 no concelho de Elvas.
Hoje grande parte desta enorme colecção de antas, cromeleques, necrópoles e simples povoados é visitável através de circuitos que qualquer um pode fazer desde que possua um 4x4. Embora muitos destes monumentos estejam em propriedades privadas, outros há que se situam junto a caminhos rurais, em locais aprazíveis onde ao mesmo tempo que observa a paisagem poderá saborear um belo piquenique alentejano.

Como disse anteriormente, o local onde Elvas está implantada, aquele monte íngreme que a sul e a oeste cai em forma de anfiteatro, nasce a partir da Idade do Ferro. A Idade do Ferro é um período histórico marcado pelo aparecimento de várias inovações, entre as quais o aparecimento de artefactos de ferro e do torno do oleiro. Estas novas invenções não trouxeram só a melhoria de condições de vida, mas trouxeram também a melhoria das condições de guerra, tornando possível a construção de melhores armas. Tal facto, levou a que a pouco e pouco as populações se vissem obrigadas não só a viverem mais juntas, mas também a viverem em locais de fácil defesa. É assim que nascem os primeiros habitats nos locais mais ermos, como é o caso de Elvas.
Estes povoados fortificados podiam constituir uma entidade política autónoma e os seus habitantes viviam com base numa economia agro-pastoril, extraindo algum ferro e estanho de minas da região. O melhor exemplo destes povoados/castros é indubitavelmente o Castro de Segóvia, entre Elvas e Campo Maior, onde se detectaram contactos abundantes com populações mediterrânicas ao encontrarem-se cerâmicas púnicas e gregas. Até ao séc. I a. C., a povoação manteve no essencial as suas características.

Os romanos chegaram à Península Ibérica em 218 a. C. Quando aqui chegam, encontram o povoado celta de que falámos anteriormente. Em 155 a. C. já estava conquistado e muito embora a Guerra Lusitana que se seguiu (155-138 a. C.), a vitória romana afigurou-se fácil e a pouco e pouco o território foi sendo colonizado. Com as novas divisões administrativas, o povoado, que haveria de ser Elvas, ficaria situado na Lusitania, em plena fronteira com a Baetica. Não se conhece o nome deste povoado romano. Embora uns historiadores apontem para o topónimo romano Alba, não há provas de tal situação.

Os romanos não deixam de aproveitar o povoado como uma pequena fortificação. Aqui terão erguido um pequeno castellum que vivia na esfera de Pax Augusta (Badajoz) e que patrulhava as trocas comerciais e os transeuntes da via romana que ligava Emerita Augusta (Mérida) a Ebura (Évora) e Olisipo (Lisboa).

Os grandes vestígios romanos que hoje existem no actual concelho de Elvas são, ainda assim, os vestígios rurais: as suas villae. No Concelho de Elvas estão identificadas 23 villae , 15 necrópoles , duas pedreiras e inúmeros habitats e outros achados isolados .
Seguiu-se a implantação visigótica que começou a partir de 470 mas só se tornaria plena a partir de meados do séc. VI e entraria numa lenta decadência a partir de 585 até à conquista islâmica. Durante estes séculos poucos foram os vestígios que chegaram até nós para termos certezas sobre a presença visigótica em Elvas. Dois fragmentos de pilastra em mármore foram achados, um na Rua de João de Olivença e outro nas traseiras do Convento de São Domingos que parecem pertencer a um mesmo edifício. Mas dizer mais que isso seria especular.

Elvas Islâmica

A população islâmica chega aqui no início do séc. VIII. Elvas chamava-se então Ialbax e tinha ainda uma velha fortificação romana, mas continuava a ser um ponto estratégico. Por isso mesmo Ibn Marwan quis construir aqui uma cidade, bem junto à importante medina de Batalyaws (Badajoz).
No início do séc. X já a cidade de Elvas, ou Ialbax, era fortificada. A primeira fortificação islâmica teve o seu início por volta de 913, um período conturbado em que várias cidades foram mandadas fortificar pela dinastia dos Jillîqîs.
No séc. XI, Ialbax era já uma agloremado populacional importante, na esfera de Batalyaws. Beneficiava não só desta cercania, mas também de estar situada numa posição estratégica junto a uma rede viária ainda romana que ligava entre outras as povoações de al-Qasr (Alcácer do Sal), Chantirein (Santarém) e Ushbûna (Lisboa) a Batalyaws e de um local ideal no topo de uma colina. Por todos esses motivos a povoação ia crescendo em tamanho e em termos populacionais e no século seguinte havia que construir outra muralha que abraçasse todo o casario que foi nascendo já fora da cerca primitiva.
A nova cerca foi construída com diversas portas de entrada, das quais apenas conhecemos parte. A segunda muralha islâmica seria diversas vezes alterada durante os vários séculos no que diz respeito às suas entradas. No entanto, como portas ainda construídas durante o período islâmico identificam-se a Porta dos Banhos ou Porta Ferrada , junto à actual igreja de São Pedro, a Porta do Bispo e a Porta de São Martinho.
Das suas construções há a salientar, para além das novas muralhas atrás abordadas, o seu castelo, a cisterna árabe e pelo menos uma mesquita.
É esta medina que tentará ser conquistada pelos reis cristãos a partir do séc. XII. D. Afonso Henriques terá entrado em Elvas mas a cidade seria reconquistada pelos mouros pouco tempo depois.
Em 1226, já com D. Sancho II o cerco e a chacina voltam a ser infrutíferos. É em 1229 que os seus homens conseguem finalmente conquistar a fortaleza, talvez já com menos militares a defendê-la.
FaLang translation system by Faboba

   
  

Redes Sociais

FacebookTwitterRSS Feed
© 2012 Município de Elvas Todos os Direitos Reservados