Até
4 de Julho
Exposição “Jogo de Espelhos”

A sexta exposição do MACE é
concretizada a partir de uma nova montagem da Colecção António Cachola (CAC)
apenas com peças inéditas. O título escolhido para esta nova etapa expositiva
refere não apenas uma das obras centrais da nova montagem, o novo conjunto
escultórico e monumental de ferro, vidro e espelhos que José Pedro Croft instala
numa das alas superiores do Museu, como a modalidade de constituição da colecção
particular que dá sentido ao projecto do MACE: uma colecção aberta a várias
tendências contemporâneas, aos seus efeitos de reflexo e reenvio, de
multiplicação e fragmentação.
Para além do destaque
colocado na obra de Croft, acrescentado ainda com a apresentação de numerosos
desenhos e gravuras, as restantes salas do Museu e a habitual extensão da
montagem ao Paiol de Nossa Senhora da Conceição apresentam obras inéditas da
colecção. Nas duas etapas desta mostra (Janeiro e Julho) serão mostradas obras
de autores como Pedro Cabrita Reis, Fernanda Fragateiro, Rui Sanches, Nuno
Silva, Filipa César, Alexandre Farto, Inês Botelho, João Jacinto, Edgar Martins,
Maria Lusitano, João Onofre, Luís Palma, Mauro Cerqueira, Noé Sendas, Isabel
Simões, Fátima Mendonça, Daniel Barroca, Pedro Portugal, Ricardo Leandro e César
Engstrom, João Louro, João Paulo Feliciano, entre outros. Também é apresentada,
pela primeira vez em Elvas, a obra “Valquíria Excesso” da artista Joana
Vasconcelos.
A
CAC, através do depósito efectuado neste Museu de gestão
municipal, tornou-se, desde 2007, na colecção particular de arte portuguesa que
de modo mais coerente e relevante se empenhou no cumprimento de uma missão de
serviço público de educação cultural e artística a partir de uma periferia
territorial e de uma fronteira política e linguística. Esse objectivo acrescenta
valor ao esforço empreendido pelo coleccionador, pela Câmara Municipal de Elvas
e pela equipa do Museu.
Em cada exposição, o MACE
pretendeu sempre valorizar a colecção no contexto da realidade artística
nacional e internacional e também servir a comunidade local ligando a Arte
Contemporânea à realidade da região, à cidade militar e às memórias históricas
do edifício onde se apresenta (o antigo Hospital da Misericórdia). Nesse
sentido, a intervenção do serviço educativo do MACE nas diferentes camadas
etárias e sociais locais e externas, as edições de catálogos próprios, a
realização de conferências e a disponibilidade de uma livraria especializada
têm-se revelado instrumentos essenciais.
Com esta exposição,
simbolicamente no início do ano de 2010, o MACE inaugura uma etapa que se
pretende ser de expansão interna, de enriquecimento do diálogo com os públicos e
de diálogo com outras colecções e instituições museológicas, com vista a
instaurar um clima de verdadeira oferta da Colecção à Res Publica.

A
exposição está patente até 4 de Julho, no horário seguinte:
-
Inverno, das 10 às 13 horas e das 14.30 às 18 horas (de quarta-feira a domingo)
e das 14.30 horas às 18 horas (às terças-feiras);
- Verão, das 10 às 13 e das
15 às 18.30 horas (de quarta-feira a domingo) e das 15 às 18.30 horas (às
terças-feiras);
- encerra nas
segundas-feiras todo o dia e nas terças no período da manhã.