Câmara aprova moção, por unanimidade
Em defesa da Igreja de São Paulo

Na reunião de 14 de Julho, com a presença dos
sete eleitos da Câmara Municipal de Elvas, foi
aprovada, por unanimidade, uma moção sobre a
Igreja de São Paulo, com o teor abaixo.
Tendo em consideração que:
- A construção da Igreja de São Paulo, na
Avenida 14 de Janeiro, em Elvas, corresponde a
uma obra da arquitectura do século XVII, que se
encontra em ruína desde finais do século XIX;
- A Igreja de São Paulo integra o conjunto do
antigo Quartel de São Paulo, por onde passaram
largas dezenas de milhar de militares, no antigo
Batalhão de Caçadores nº 8, nos anos 60 e 70 do
século passado, na instrução do Exército
Português para a Guerra em África;
- O estado actual de ruína desta construção e as
derrocadas verificadas em construções adjacentes
ou próximas têm provocado alguma incerteza
quando ao futuro da Igreja de São Paulo;
- A Igreja de São Paulo e o Convento de São
Paulo são propriedade do Ministério da Defesa
Nacional;
- Qualquer intervenção naquele prédio militar é
da competência do respectivo proprietário –
Ministério da Defesa Nacional;
- Sendo um imóvel propriedade do Poder Central,
qualquer intervenção não carece sequer de
autorização ou licenciamento municipais;
- Há quase quatro anos, em 26 de Outubro de
2006, a Câmara Municipal de Elvas oficiou o
Exército e o Ministério da Defesa Nacional no
sentido de ser encontrada uma solução
preservadora da construção.
A Câmara Municipal de Elvas, reunida em sessão
ordinária nesta data, decide manifestar ao
Ministério da Defesa Nacional a necessidade de
preservar a fachada e as ruínas da Igreja de São
Paulo, como peça fundamental da arquitectura
daquela zona do Centro Histórico da Cidade,
através da adopção de adequadas medidas técnicas
de estabilização e manutenção da construção
actual, garantindo a integridade daquele
património, assim como a necessidade de
assegurar, com a máxima urgência, a segurança
dos residentes e transeuntes nas artérias
envolventes das ruínas referidas, colocada em
causa pelo estado actual da construção.
Elvas, 14 de Julho de 2010.